Gris
Once there was a way to get back homeward.
Once there was a way to get back home.
Sleep pretty darling, do not cry.
And I will sing a lullaby.
 
Golden Slumbers fill your eyes.
Smiles await you when you rise.
Sleep pretty darling, do not cry.

And I will sing a lullaby.

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And in the end, the love you take

Is equal to the love you make.

E graças ao bom Deus, findou-se setembro. Como era de se esperar, aconteceu um monte de coisas ruins, em todos os níveis – desde pequenas grandes irritações do cotidiano até a queda de um avião com 155 pessoas, ou a eleição de Clodovil e Frank Aguiar como deputados.

 

Mesmo assim, apesar dessas e de outras coisas bem tristes – comigo e com outras pessoas próximas e bem importantes –, o balanço final é positivo. Essas pequenas felicidades (sempre elas) sempre vêm pra estragar o mês mais estragado do ano.

 

Ainda bem.

Vc acha que me conhece?

Por livre e espontânea pressão de dona Mila, segue abaixo uma lista com 6 coisas a meu respeito que eu aposto que vc não sabia - pelo menos todas elas, não:

1. Eu nunca vi Sex and the City, e um monte desses programas que fazem pessoas com tv a cabo cair de costas.

2. Eu já tive uma mochila do Chuck Norris, e usei a dita cuja com gosto durante toda a segunda série.

3. Eu não sabia quem era Chuck Norris, mas achava a mochila legal.

4. Eu ainda vou ter um pato de estimação.

5. Adoro pequenas felicidades (o que não quer dizer que eu me contente com pouco).

6. Tenho 178.559 sardas no rosto. Se quiser, pode contar.

Agora eu preciso passar a toba pra frente. Os agraciados com tão desafiadora tarefa são Karina, Dani, Paula, Oliver, Demir e Túlio (de novo) - pq quem dançou "en la boca de la botella" e conta isso pros outros consegue facilmente 12 coisas pessoais pra revelar =)

(odeio correntes, então se não quiserem responder eu entendo, viu?)

Às vezes o que eu queria era ser fria e calculista

Por que ser você mesmo nunca é o suficiente? Por que o simples fato de existir pode incomodar? Por que implica-se com pessoas que nem se conhece? Por que ser legal pode ser um problema?

Por que se importar com pessoas que não merecem consideração? Por que inventar desculpas para se adaptar a uma situação que não agrada, mas é conveniente? Por que é tão difícil deixar o passado onde ele pertence - lá atrás? Por que é tão difícil convencer-se e convencer os outros disso?

Por que tempo é dinheiro, mas dinheiro não é tempo? Por que é tão difícil estar bem em todos os aspectos ao mesmo tempo?  Por que a insatisfação é uma constante? Por que ser sincero pode ser ruim?

Por que pedir para viver uma vidinha tranqüila e feliz é pedir demais?

 

e assim passam-se os dias

Os meses, de acordo com o calendário grego:

 

Hekatombaion (mês das hecatombes, isto é, dos sacrifícios),

Metageintnion (dos despejos),

Boedromion (das corridas),

Pyanopsion (das favas cozidas, festejando Apolo),

Maimakterion (das tempestades, celebrando-se festas para acalmar Zeus),

Posideion (consagrado ao deus Poseidon, ou Netuno),

Gamelion (das núpcias),

Anthesterion (das flores),

Elaphebolion (da caça aos veados),

Mounikhion (de Ártemis de Munychion),

Thargelion (da festa de Apolo e Ártemis) e

Skirophorion (da festa feminina em honra de Atena, ou Minerva).

 

Na Grécia Antiga, Setembro chamava-se Boedromion.

Segundo o Wikipédia, Setembro é "o nono mês do ano  no calendário gregoriano, tendo a duração de 30 dias. Setembro deve o seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do calendário romano, que começava em março”.

Na minha singela opinião, setembro significa urucubaca. Nos últimos anos, esse é o mês em que tudo dá errado. Mesmo sendo os 30 dias com o maior número de aniversários (e, conseqüentemente, festas) do calendário, já é tradicional que uma seqüência de fatos negros - que podem ir desde os mais simples, como 20 dias de chuva seguidos, até os mais perturbadores, como a perda de alguém - faça setembro merecer a fama.

Hoje é dia 1º e, em vez de ir pra praia, vou trabalhar no fim de semana. E sim, está chovendo. Mas prefiro acreditar que tudo pode ser diferente desta vez; afinal, esse ano está sendo todo do avesso mesmo... Será setembro o melhor mês de todos os tempos?

Esse post é uma nota mental: só daqui a 30 dias eu poderei confirmar se a profecia se cumpriu. Ou não.
Da classificação

As pessoas da minha vida e todas as lembranças ligadas a elas ficam em caixinhas, guardadas numa grande estante. As mais queridas e as mais presentes ficam nas prateleiras mais acessíveis; as não muito presentes e não tão queridas (as que não conheço muito bem, na verdade) ficam mais pro lado – nem tão à mão, mas nem tão inacessíveis. As que ficaram pra trás ficam nas prateleiras mais altas ou lá embaixo. E as novas vão conquistando, conforme os dias passam, o seu lugar e a sua prateleira.

 

Ninguém tem um lugar fixo; muitas saem lá de trás e ganham lugar de destaque, do mesmo jeito que outras acabam, aos poucos, ganhando poeira e perdendo posições. Mas nenhuma dessas caixas vai fora; por mais velhinhas e arrebentadas, estão todas ali, todinhas.

 

As caixas das pessoas queridas e presentes são tão manuseadas que nunca estão tampadas. Algumas, além da tampa, levam uma fita crepe – às vezes é necessário. Mas são poucas. Afinal, como otimista incorrigível que sou, sempre acabo guardando as coisas boas.

 

É ótimo adquirir uma caixinha nova e perceber que aquela é uma caixinha especial. Mas tão bom quanto isso (ou, dependendo, até melhor) é parar para organizar a estante e encontrar, lá no fundo, uma caixa esquecida. E abrir a caixa, e tirar tudo o que está lá dentro, e lembrar de cada momento, e o que tudo isso significou e ainda significa. E ter saudade, mas aquela saudade gostosa de se sentir. E sorrir.

 

Que bom saber que você está aqui.

O recado está dado.

Eu, se fosse você, não perdia essa!

 

A Sessão da Tarde não é mais a mesma.

Desde que tenho as tardes livres, a Sessão da Tarde – ao contrário do Vale a Pena Ver de Novo – tem me decepcionado bastante. Onde foram parar os clássicos dos anos 80, que faziam a alegrias dos ociosos vespertinos como eu?

 

Ok, ok, já estamos nos anos 2000, agora é a vez da criação dos clássicos dos anos 90. Mas, convenhamos, ainda estão para inventar personagens à altura de Ferris Bueller.

 

Na quarta-feira a Globo perdeu completamente a noção e exibiu um dos filmes mais bizarros que já assisti: no Original, “Thunderpants”. Em português...

 

“PUM! EMISSÃO IMPOSSÍVEL”.

 

 

Patrick Smash é um garotinho gordo e bobo que, desde o nascimento, tem sérios problemas com... flatos. Sim, o menino peida a todo momento. Devido a esse fato pitoresco, ele só tem um amigo, o mini-nerd Alan A. Allen, interpretado pelo agora famoso Rupert Grint, o Rony Weasley da série Harry Potter.

 

Infelizmente meu sono foi maior que minha curiosidade, e dormi um belo pedaço. Quando acordei, o pobre Patrick estava sendo explorado por um cantor lírico. Como não atingia uma nota muito aguda, o vilão fingia que cantava enquanto o gordinho executava tal nota com... o bumbum, de acordo com a dublagem.

 

Depois disso, desisti. Mas o comercial já tinha entregado o ouro: o mini-nerd desenvolve uma forma de aproveitar os puns do amigo como combustível para naves espaciais. E Patrick, além de virar uma super atração, realiza o sonho de virar astronauta. Fim!
Guitar Heroin

Foto: Theo Marques

No nível café com leite, mas eu ainda chego lá  =)

Querida Sardinha,

Eu não tenho sido muito legal com vc, né? Te abandonei por mais de um mês, e isso realmente não é coisa que se faça. Sempre com aquela desculpinha da falta de inspiração – quando, na verdade, eu não estava nem um pouco afim de escrever. Desculpe a sinceridade, mas não estava mesmo. E os bons relacionamentos, seja eles quais forem, são sempre baseados nessa que é uma das qualidades mais nobres. Mas isso é só mais uma das minhas opiniões-lugar-comum. Espero que vc não se importe.

 

Bom, muita coisa aconteceu nesse mês que passou. De novo essa vida me pregando peças, Sardinha. E o melhor é que eu aprendi a adorar isso. Esse ano de 2006 tá sendo realmente especial. Quando eu acho que as coisas estão se acertando, que a poeira vai baixar... vira tudo de cabeça pra baixo de novo. Da última vez as ironias me pegaram de surpresa e eu tive que rir para não chorar. Agora, também foram inesperadas. Mas foi impressionante como eu consegui passar por todas de um jeito tão tranqüilo e sutil que eu nem percebi. No máximo me diverti com isso, he.

 

Acha freela, perde freela, consegue emprego, perde emprego. Essa dança da carteira de trabalho tem sido bem inusitada. Por fim, estou num lugar legal, com pessoas legais fazendo um negócio que descobri que gosto. Isso tem me feito bem feliz. E o melhor é que tenho as tardes livres! Coisa que não tinha faz tempo. Como é bom sair por um motivo qualquer às 3 da tarde. Como é bom dormir depois do almoço!

 

Outra coisa boa é que muitas pessoas estão voltando, Sardinha. Umas que estavam bem distantes, outras que estavam perto mas bem mais longe do que essas que estavam do outro lado do oceano. Essas ironias... sempre me fazem rir sozinha. É difícil explicar como eu estou me sentindo, só sei dizer que estou muito bem, obrigada.

 

Bom, Sardinha, vou ficando por aqui. Espero que vc não esteja braba comigo, afinal eu sei que posso contar com vc sempre. Prometo te visitar mais, viu? Não se preocupe, apesar de me dedicar a editar textos eu ainda gosto (e muito) de escrever. Mas é que esse mês eu não tava nem um pouco inspirada... vc sabe como é, né?

 

Beijo, saudades!

 

Tetê.
Domésticas 2 – A Missão

 

  mundial = COPA COPA! = assunto obrigatório

 

 

Rapaz, que essa Copa tá muito mais emocionante do que últimos capítulos de qualquer novela.

 

Itália e França ainda incertas para a segunda fase,

Gana mostrando que joga um bolão (resolvi que vou torcer pra eles também),

Ucrânia levando quatro e se recuperando depois,

o super favorito Brasil deixando um país inteiro preocupado

enquanto nossos arqui-inimigos vêm com tudo.

 

O melhor de tudo é o clima de feriado nos dias de jogos do Brasil e o clima de sexta-feira em todos os outros dias da semana. Como é legal ver todo e qualquer jogo no meio de meia-dúzia de quarentões fazendo piadas infames. Jamais imaginaria que a minha copa seria assim... e ainda bem que está sendo.

 

E olha que está só na primeira fase! \o/

 

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Ok meninos, vocês têm razão: playstation 2 é mesmo demais. Mais demais do que o ps2, é o tal do Guitar Hero. Que jogo massa! Descobri que sou muito mais descoordenada do que imaginava, levei uma surra do Theo, e mesmo assim me diverti horrores.

 

 

(mas o atari ainda mora no meu coração)

 

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O Lula deveria separar alguns milhõezinhos do orçamento (pelo menos alguns desses milhõezinhos desviados aqui e acolá) e incluir no Bolsa-Família um vale-máquina-de-lavar-roupa. Tá, um vale-centrífuga tava bom já. Com certeza ele ganharia muitos votos – com o meu ele já poderia contar.

Porque torcer blusas de lã “no muque”, como diria minha mãe, não tem a menor graça.

 

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Ah! E antes que eu me esqueça, quero deixar registradas aqui as minhas mais que boas-vindas para a senhorita Milana Bernartt, grande desbravadora de países inóspitos e agora minha mais nova colega de firma. Ah, como é bom saber que vc está de volta =)

 

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{porque post bobinho nem sempre é sinal de marasmo. Outro dia eu explico o porquê. Ou não.}

Feliz dia dos desnamorados

Hoje eu estava arrumando minhas coisas e encontrei o primeiro cd que vc gravou pra mim. Só clássicos, hein? Vc, perfeccionista como sempre, separou cada música com muito, hmmm, esmero. Tem aquela do nosso primeiro encontro, aquela que cantarolamos juntos no parque... tem até a do dia em que estávamos jogados no sofá e, do nada, vc levantou e começou a cantar e dançar de um jeito muito engraçado. Engraçado e fofo. Lembra?

 

Pois então. Depois de encontrar o cd, escutei faixa por faixa e joguei-o no lixo. Não foi por mal, por favor não pense assim. Foi porque eu senti que aquele cd trazia muitas lembranças boas – e que, na segunda vez que eu “reouvisse” aquelas músicas todas, elas não significariam mais nada para mim. E tudo o que quero guardar são lembranças boas. Nada mais.
Paraíso astral

 

Inferno astral todo mundo conhece, e mesmo quem não conhece ou não acredita nessas coisas pode perceber. Sejam os astros, encosto, olho gordo, macumba ou sua crença agourenta predileta, é impressionante como tudo começa a dar errado mais ou menos um mês antes do nosso aniversário e sua vida só volta a funcionar depois de sopradas as velas. 

 

Comigo, obviamente, não poderia ser diferente. A segunda metade de abril/primeira de maio foi uma catástrofe, tragédia atrás de tragédia. Daí chegou dia 16 e puf! Tudo mudou de figura. Não sei se é porque eu gosto muito de fazer aniversário, e que por mais que tudo esteja uma porcaria é uma data que deve ser comemorada sempre – o que já dá um novo ânimo para o meu novo ano.

 

Depois de passar por tantos perrengues, qualquer coisa que dê certo, por menor que seja, já é uma vitória. Pra mim, nesses últimos 21 dias, muitas coisas bem importantes aconteceram. Velhos amigos novos. Novos amigos que parecem velhos (amigos). Pessoas diferentes, papos diferentes, preocupações diferentes. Novas perspectivas, velhos medos caindo por terra. Novos planos, novos hábitos. Uma nova visão das coisas, por assim dizer. E tudo isso está me fazendo muito bem, obrigada.

 

Não adianta: seja pelo signo de touro, pelo ascendente em câncer, pela lua sei lá do quê: minha vida é regida pelas pequenas felicidades. Pela reunião de pessoas mais que especiais em volta de uma garrafa de cachaça e de um bolo. Pelo email inesperado de uma pessoa muito querida, pelo presente de aniversário dado no dia ou atrasado, pela companhia para o almoço, pela companhia pro café, pela companhia pro jantar. Pelas combinações cinema + pizza, bolo + filme + jogos + bagunça na sala, jogos + dvds + choconhaque, festa + cerveja + vodca + cachaça, bar + show, e tantas outras. Pelo freela que apenas caiu no meu colo. Pelas pessoas que a distância não afasta. Pelas conversas sérias e pelas bobagens ditas ao vivo, via msn, telefone ou pelo meio de comunicação que for. Pelo domingo de sol no parque com direito à elaboração de uma lista de pequenas felicidades.

 

Isso tudo, de certa forma, têm sido meu “paraíso astral”. Os astrólogos deveriam pensar nesse novo conceito – e que, de preferência, dure mais do que um mês.

 

P.S. – como podem reparar, devido à data de postagem, não boto lá muita fé na numerologia =)
Por fim... O desfecho de Leonora Beatriz

No mês seguinte, ela foi chamada para contar, em rede nacional, toda a sua triste realidade. Todos ficaram penalizados por tanta desgraça junta. A audiência do programa aumentou absurdamente. Os patrocinadores adoraram. Tornou-se a sensação do programa por semanas seguidas. Toda semana ganhava uma coisa diferente: emprego novo, um cachorro novo, uma casa nova mobiliada com carro na garagem, alguns milhares de reais para reconstruir sua vida, cirurgias plásticas para reparar suas cicatrizes. Derramou litros de lágrimas de tanta emoção, a cada novo presente. Virou uma nova pessoa.

 

De quebra, casou com o dono da emissora do programa, aproveitou as plásticas reparadoras pra dar aquela recauchutada no visual, escreveu um livro de auto-ajuda que virou um best-seller, vendeu os direitos autorais para transformar sua história em filme, virou garota-propaganda de vários produtos. Ficou rica, obviamente abandonou o emprego e hoje vive de royalties. Volta e meia dá palestras sobre “como vencer na vida” em grandes empresas. 

 

Leonora Beatriz deixou de ser aquela pessoa meiga e sonhadora do começo da história e se transformou no que muitos chamam de vencedora.

 

Se ela é feliz? Quem sabe...

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