
Nesta semana foi lançado o novo disco de sir Paul McCartney, um músico que, por assim dizer, eu admiro muito. Digamos que ele é meu beatle predileto, só pra resumir.
Ta bom, eu admito: eu gosto muito muito muito desse cara. Pronto. A maior decepção da minha vida até agora foi não ter ido ao show que ele fez aqui em Curitiba, em 1993.
(Mas não se preocupe pai, eu te entendo e perdôo. De fato não seria muito recomendável levar uma menininha de 11 anos num negócio desse.)
Enfim, o disco novo. Intitulado Chaos and Creation in the Backyard, o velho Macca volta às raízes e faz música do jeitinho dele, no estilo que inventou com os outros beatles. Ele praticamente tocou todos os instrumentos e contou com a produção do renomado Nigel Godrich, que já colaborou, só pra citar alguns, com Radiohead, Travis e Beck.
O resultado, senhores, é um belo disco. Um belo disco de um senhor que já passou dos 60. Boas músicas que, infelizmente, não trazem nenhum grande diferencial – e olha que esse cara aí já fez coisas do arco da velha. Chaos and Creation é bom para fundo musical, naqueles momentos que tudo o que você quer ouvir é uma música sossegada enquanto dirige ou lava a louça.
Não me entendam mal, não estou depreciando o trabalho do cavalheiro. Mas não adianta: é duro ver que seus ídolos estão envelhecendo. Lembram que lá nos anos 60 ele cantava “will you still need me / will you feed me / when i’m sixty-four”? Pois é, os 64 dele estão aí, a serem completados no ano que vem. Já é perceptível que aquela voz firme e afinada, que atingia timbres que poucos tinham o privilégio de executar com perfeição – vide “Why don’t we do it in the road”, do álbum branco, por exemplo – não é mais a mesma.
Entretanto, sejamos justos: em mais de 40 anos de estrada, Paul já fez sua parte. E vale ressaltar, fez muito bem. O mundo não pára, e felizmente tem um monte de bandas novas por aí, e outras nem tão novas assim, inovando o bom e velho rock a cada álbum. Agora é a vez desses caras trazerem as novidades, oras.
Esse “recado” pode ser entendido através da capa de Chaos and Creation, acima. A foto é de 1962, e foi tirada pelo irmão Michael, na casa do bairro operário (espécie de BNH inglês) em que viveu até atingir a fama, o estrelato e a fortuna. A imagem retrata um gurizote de 20 anos, sentado ali, compondo no quintal de casa. O mesmo gurizote que se transformaria num dos maiores compositores de todos os tempos, que revolucionaria o rock e várias gerações de seus apreciadores. A escolha da foto foi intencional? Não sei. Na minha singela opinião, para bom entendedor, uma boa imagem basta.
Macca já fez a sua parte e nada mais digno que seguir com sua música de sempre. Até muito depois dos 64, eu espero.
- meninos bêbados são fifis muito mais perversas que meninas;
- até que sei fazer risoto;
- estou muito mais descoordenada do que já fui;
- sou muito mais branquela do que imaginava e,
- apesar de ter 23 anos na cara, não aprendi a passar protetor solar.
P.S. - e carne em excesso não faz bem, decididamente.
Mas eu não quero compartilhar isso com você.
Você encontra mais dessas aqui ó. Divirta-se enquanto eu fico quieta no meu canto.
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