Acabamos de regressar do périplo brasileiro em que homenageámos a memória do Imperador da língua portuguesa, o Padre António Vieira, nos lugares por que passou, deixando os seus ensinamentos e defendendo a dignidade de todas as pessoas, fossem elas índias, de cor negra, parda ou branca. (...) E o resultado foi o deslumbramento, até porque se o Padre Vieira guiou os nossos passos, o certo é que pudemos ver não só o Brasil brasileiro, desde a influência africana de Salvador da Bahia até às raízes índias, bastante evidentes no Grão Pará, tendo sempre como pano de fundo a presença portuguesa, que permitiu as trocas nesse extraordinário cadinho civilizacional.

 

Apesar de parecer um trecho de alguma carta escrita ao rei de Portugal nos tempos do Brasil-colônia, essas são as primeiras linhas de um post escrito por um deputado português, no blog da Assembléia da República de Portugal, sobre uma visita que alguns parlamentares fizeram por essas bandas do além-mar esse mês ainda.

 

O meio de comunicação evoluiu, mas o papo continua o mesmo há séculos. Deslumbramento com a miscigenação, 500 anos depois? É nítido que vieram fazer turismo às custas do dinheiro público. Antônio Vieira, sei. Inventem outra, porque nessa nem português cai.

 

A insegurança é o mais traiçoeiro dos sentimentos.

O que você acha disso?

 

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