Retrospectiva 2005, porque eu não resisti

2005 foi o ano de muitas despedidas. E mais algumas se vão em 2006. Ah, como essas pessoas fazem (e farão) falta. O bom é saber que todas estão aproveitando grandes oportunidades, e que, mesmo longe, sei que poderei contar com elas sempre, da mesma forma que elas podem contar comigo. Nada que o msn não resolva.

 

2005 foi o ano de grandes encontros. De pessoas que, se antes eram apenas próximas, agora eu sei que seguem junto comigo. De pessoas que eu mal conhecia e que agora eu guardo aqui dentro, com todo o carinho do mundo.

 

2005 foi o ano em que 1 mês e meio de trabalho valeu pelo ano inteiro.

 

2005 foi um ano em que muitos surpreenderam; ano de boas surpresas. Grandes festas já estão garantidas para 2006. E isso é sempre bom.

 

2005 foi o ano marcado pelos furacões.

Alguns tentaram varrer a minha vida, mas eu finquei os pés no chão. Agora eu acho que talvez tivesse sido melhor deixar-me levar por alguns impulsos.

 

Teve a morte do Papa também, né? Uma pena.

 

2005 foi o ano em que finalmente criei um blog. Tá certo que ainda não aprendi a mexer com isso direito, mas aos poucos eu pego o jeito.

 

2005 é o ano que termina com muitas coisas muito claras na minha cabeça, e outras mais bagunçadas do que nunca.

 

2006 será um ano de grandes decisões. Eu espero que as coisas boas se repitam e que as não-boas se resolvam num espaço de tempo muito menor do que os pessimistas calculam.

 

Como boa otimista que sou, que 2006 seja um ano bom. Pra mim e pra você =)

Então tá então

 

Mulher já em idade avançada, simples e com cara de perdida (M) encontra, numa esquina, uma garota (G) e seu pai (P) que caminham tranqüilamente.

 

Diálogo:

 

M – Por favor, você pode me dizer o que está escrito naquela placa?

G – Instituto Radiológico. A senhora está perdida?

M – Eu estou procurando um prédio conhecido como Prédio da Rainha, um prédio que eu mandei construir. A Rainha mora lá. Você sabe pra que lado fica?

P – Como é esse prédio?

M – É um prédio grande, cheio de bandeiras em roda. Sabe pra que lado fica?

(G fica com cara de que não está entendendo nada)

P – Ah, fica pra lá, é só a senhora seguir reto.

M – Tá certo então, muito obrigada.

 

Ela segue em busca do tal prédio.

 

G – Por que você disse que o prédio era pra lá?

P – Ah, eu é que não vou contrariar louco.

Home is where your heart is

Da minha janela vi o pôr-do-sol. Já fiz isso várias vezes – é um dos mais bonitos que já vi – mas cada vez bate uma sensação diferente. Dessa, bateu um esquisito. É incrível como, a cada visita, essa cidade fica mais estranha. Na verdade, sou eu que fico mais estranha a ela.

 

A tradicional igreja onde fiz catequese está praticamente sumindo perto de uma nova e imensa que estão construindo a 2 metros de distância. O colégio onde estudei a vida toda mudou de nome; o uniforme também mudou. A lanchonete que era ponto de encontro está às moscas. O sagrado passeio na Lagoa, nas tardes de verão, não é mais sagrado pra ninguém, aparentemente. Pra ajudar, a prefeitura mudou a mão de todas as ruas. Não sei mais andar de carro por aqui. E a pé corro o sério risco de ser atropelada, pois olho para o lado errado da rua.

 

E as pessoas conhecidas, a única coisa que realmente faria diferença, não estão mais aqui. Aos poucos que sobraram fica apenas aquele encontro impessoal, aquela sensação de que o carinho mútuo acabou ficando no passado, assim como nosso convívio. Não há mais assuntos em comum. É... como disse um amigo, virei uma peça fora do sistema. Coisa que me deixa feliz e triste.  

 

O único lugar que parece intocado é, de fato, o lar – a única mudança foi o ponto de vista. A cama é a mais gostosa do mundo, o banho é o melhor de todos os tempos. Os gritos “filha, vem arrumar a mesa!” ou “levanta, o almoço ta na mesa”, antigamente recebidos com desgosto, hoje vêm acompanhados de um sorriso discreto, da certeza de que tem certas coisas que não vão mudar nunca. Meu refúgio, meu esconderijo, meu colo. Graças a isso, acho que não vai ser o fim da picada passar duas semanas aqui. Ainda mais com o kit sobrevivência que elaborei, com dvds, cds e livros.

 

Acho que estou com saudades de Curitiba e das pessoas de lá. Droga.

 

Mas logo eu volto.

[ ver mensagens anteriores ]
Visitante número: