


Inferno astral todo mundo conhece, e mesmo quem não conhece ou não acredita nessas coisas pode perceber. Sejam os astros, encosto, olho gordo, macumba ou sua crença agourenta predileta, é impressionante como tudo começa a dar errado mais ou menos um mês antes do nosso aniversário e sua vida só volta a funcionar depois de sopradas as velas.
Comigo, obviamente, não poderia ser diferente. A segunda metade de abril/primeira de maio foi uma catástrofe, tragédia atrás de tragédia. Daí chegou dia 16 e puf! Tudo mudou de figura. Não sei se é porque eu gosto muito de fazer aniversário, e que por mais que tudo esteja uma porcaria é uma data que deve ser comemorada sempre – o que já dá um novo ânimo para o meu novo ano.
Depois de passar por tantos perrengues, qualquer coisa que dê certo, por menor que seja, já é uma vitória. Pra mim, nesses últimos 21 dias, muitas coisas bem importantes aconteceram. Velhos amigos novos. Novos amigos que parecem velhos (amigos). Pessoas diferentes, papos diferentes, preocupações diferentes. Novas perspectivas, velhos medos caindo por terra. Novos planos, novos hábitos. Uma nova visão das coisas, por assim dizer. E tudo isso está me fazendo muito bem, obrigada.
Não adianta: seja pelo signo de touro, pelo ascendente em câncer, pela lua sei lá do quê: minha vida é regida pelas pequenas felicidades. Pela reunião de pessoas mais que especiais em volta de uma garrafa de cachaça e de um bolo. Pelo email inesperado de uma pessoa muito querida, pelo presente de aniversário dado no dia ou atrasado, pela companhia para o almoço, pela companhia pro café, pela companhia pro jantar. Pelas combinações cinema + pizza, bolo + filme + jogos + bagunça na sala, jogos + dvds + choconhaque, festa + cerveja + vodca + cachaça, bar + show, e tantas outras. Pelo freela que apenas caiu no meu colo. Pelas pessoas que a distância não afasta. Pelas conversas sérias e pelas bobagens ditas ao vivo, via msn, telefone ou pelo meio de comunicação que for. Pelo domingo de sol no parque com direito à elaboração de uma lista de pequenas felicidades.
Isso tudo, de certa forma, têm sido meu “paraíso astral”. Os astrólogos deveriam pensar nesse novo conceito – e que, de preferência, dure mais do que um mês.
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